Joice diz:
Tô num dia meio emocional da minha vida rsrs deve ser a TPM hahah...
-Ouvindo a música mais nostálgica... lembrando da amiga mais antiga... e postando no blog esse misto de sentimentos embolados q sou eu *-*
Made in MSN: joicerockstar@hotmail.com
(conversa com o RAFA)
Este Blog atualmente não tem finalidade de ser público no sentido mais "bola de fogo" da palavra 'popular' rs, nem mesmo seguido, E sim a finalidade simples de um diário, pra que eu possa postar nele tudo o que eu penso e sinto. Mas se ainda assim quiser segui-lo pra me conhecer, pra entender a minha mente extravagante ou apenas para se identificar ou criticar, fique a vontade no meu Paradise. enJOY!
quinta-feira, 15 de abril de 2010
A diferença do livro...
Será que alguém tem noção da falta que eu sinto da minha vida? da falta que eu sinto de mim? da vida que eu queria estar vivendo, da vida que eu podia estar vivendo e não estou. Ao contrário do que pode parecer, isso não é uma reclamação ou lamentação, eu só estou divagando nos meus pensamentos sobre as milhões de possibilidades que uma única vida pode ter, bem naquele estilo "efeito borboleta" de ser, "o que seria se eu tivesse feito isso ou aquilo?", "como seria se eu tivesse seguido esse ou aquele caminho?"
Minha irmã tinha um livro muito legal que explicaria (na prática) perfeitamente o que eu estou tentando dizer, o livro começava contando uma história e depois te dava algumas opções de continuação, você mesmo é quem criava a história ao mesmo tempo em que ia lendo, e dependendo da opção que você escolhia, levava a trama por um rumo totalmente diferente do que se tivesse optado por outra alternativa! era bem legal! =] Além de me fazer acreditar que tinha um controle imenso sobre o que eu queria viver na história do livro. Creio que na vida seja exatamente assim, mas a questão é... porque não consigo ter a autosuficiência pra acreditar que o controle é meu e pra escolher qualquer opção e arcar com as consequências dela com tranquilidade, assim como no livro? Será porque no livro é mesmo tudo ficção? haha pode ser, mas o fato é que no dia a dia a gente sofre outros tipos de influência que um livro por exemplo não é capaz de nos impor. Afinal nas aternativas da vida a gente bem ou mal sempre pende pro lado mais fácil, ou seja, escolhe sempre a tarefa menos árdua pra executar, a opção mais simples, rápida e imediata. Aliás o ser humano vive na base do imediatismo, acumulando aqueles problemas que aparecem a longo prazo e que geralmente são os piores. Mas se "agora" tá bom, vamo que vamo. (O grande erro da humanidade)
É difícil pensar que em certos momentos deveríamos tomar decisões maduras e conscientes, decisões estas que poderiam mudar uma vida inteira, mas como saber o que é mais maduro? pensar só no futuro e ficar com aquela sensação intrigante de estar disperdiçando o presente? Ou pensar só no agora e aturar aquela crise na consciência com medo de estar sendo negligente ou inconsequente demais? Aí vem aquela velha história do equilíbrio, é possível achar um equilibrio entre as duas hipóteses e então criar-se aí a escolha perfeita? Pode ser que pensar em tudo isso seja inútil e não ajude em nada na hora do ato tão imperceptível de escolher algo na vida, tão rápido mas tão complexo, capaz de deixar marcas por não só uma, mas várias vidas. Se pudéssemos fazer um manual de coerência na hora da escolha, poderíamos citar muitas coisas como: ir pelo lado mais fácil, como já citado, fazer o que menos prejudica a si mesmo e terceiros, optar pelo lucro, ou seja, aquilo que embora difícil, lhe trará mais retorno, enfim, receitas não faltam, mas a verdade é que nada disso implica na hora de simplesmente viver. Por isso quando alguém toma uma atitude e depois se arrepende, aprende a trilhar por outro caminho. E mesmo assim não está imune de perder um tempão, chegar lá na frente cansado, olhar pra trás e se arrepender de novo e again. Quando digo que sinto falta da minha vida, é porque sinto falta dos outros caminhos que eu não optei, e admitir isso, é admitir que não fiz SÓ escolhas certas, é admitir que eu voltaria as páginas do livro e escolheria outra opção, como fazia serelepemente com o livro da minha irmã quando via que a história não tava tão legal como eu queria. =] é bom pensar que eu tive as alternativas do livro na vida real, ainda que eu tenha errado de alternativa algumas vezes, embora o livro só represente uma vida esquematizada e sem incidentes, uma ficção de fato, ou um objeto por si só, como tal qual um livro é, por que afinal vida pra ser vida não pode e nem deve ser esquematizada, premeditada e muito menos sem incidentes (surpresas) no caminho! Sinto falta das coisas que eu não vivi, e também daquelas que não vive não por que não escolhi mas por que no meu livro não tinha aquela opção! Parece triste falar isso e talvez seja mesmo, mas acho que é isso que dá gosto de viver, pois não nos cabe só a tarefa de apontar as opções já escritas(fácil demais), e sim nos é dada a competência pra escrever do nosso modo e assim criar à nossa maneira, infinitas novas alternativas!^^
domingo, 21 de março de 2010
Por falar em liberdade...
"Quantas chances disperdicei quando o que eu mais queria era provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém"
"As vezes o que eu vejo, quase ninguém vê"
O Renato Russo pensava como eu, mas não teve um fim admirável.
será que eu estou caminhando pro lado certo?
Como não me perder no meio de uma confusão sentimental e esmagadora que acontece todos os dias dentro de mim? e dessa vez os hormônios não têm nada a ver com isso.
Minha mãe se vira e diz: "- Você tem idéia de quantas pessoas gostariam de estar no seu lugar?"
Sim eu sei.
As pessoas não poupam julgamentos quando você expõe um sentimento que ameaça a segurança material, na verdade ninguém poupa julgamento em hora nenhuma, e arremessam milhões de perguntas que te colocam na parede, Só esquecem de perguntar se EU quero ocupar este lugar?
Eu tô fazendo o que é certo? Ou estou fazendo porque disseram que era o certo?
Eu tô vivendo as minhas escolhas? ou as escolhas que me restaram dentro de um estreito repertório de possibilidades, dentro daquilo que me permitiram?
Eu tenho medo de um dia acordar, olhar pra trás e chorar a vida que eu perdi.
Eu tenho medo de perder muito tempo Sobrevivendo, e passar o resto da vida de MOMENTOS.
Os momentos sempre passam, e quando eles vão embora fica um vazio gritante dentro e ao redor.
Por isso eu não quero fazer da minha vida uma apresentação de Slides: "-olha como eu estou feliz, olha como eu me dei bem, olha como eu cresci, olha como eu sou o orgulho da família, olha como eu sou amada, invejada, adimirada, etc..."
Se nada disso for verdadeiro dentro de mim, eu terei construído uma vida perfeita para a sociedade, mas não uma vida perfeita pra mim. Eu quero fazer escolhas sensatas, mas não quero anular os meus reais desejos, que são aqueles que fogem da razão, que não precisa de motivos pra existirem, desejos insensatos, mas os que de fato satizfazem a fome que eu tenho de viver.
Eu sei que a rotina nos acompanha aonde formos, e cabe a nós, criar estratégias e artimanhas pra vencê-la, anulá-la ou quem sabe até extingui-la para sempre rs (sonhar não paga nada né?) Olha aí o capitalismo dando as caras de novo.
É bem isso, o ser humano cria uma rotina Stressante em busca de dinheiro e quando nãooo... o que mais fazem é exatamente aquilo que não precisa pagar, SONHAM!
Sonhar é bom, mas algo me diz que viver é mais.
E é isso que eu tô tentando fazer, mesmo com todas as dificuldades, mesmo com tanta barreira, com tanta distancia daquilo que eu ainda sonho e busco, SEI que a realização do desejo tá perto, embora a Ná tenha dito que quanto mais nos aproximamos da realização do desejo, mais nos afastamos do próprio. Eu acredito nisso, mas enquanto buscar por ele... tenho um objetivo pra viver, e não apenas Sobreviver sem razão.
Eu sei que as vontades mudam, mas este é o ponto, se desejos fossem infinitos qual seria a graça de realizá-los?
Talvez por isso eu seja assim tão inconstante e expansiva, mudo de idéia facilmente, por que minhas vontades são finitas, mudam, evoluem, se alteram, expandem, enfim, se moldam conforme a realização dos mesmos...Ae já viu, tô sempre perdida, sem saber o que fazer, o que pensar, querer, falar e então cuspo todas as minhas idéias emboladas e já mastigadas mil vezes porém quase nunca digeridas, mas não tem problema porque tem sempre alguém doido que já pensou e esquematizou tudo bonitinho por mim, igual na teoria do Creep. =]
Eu juro que vou tentar melhorar esse tédio e essa dor na consciência de que tô perdendo tempo, vou tentar gostar mais de algumas pessoas e entendê-las melhor, afinal querer compreensão é facil, mas na hora de compreender nada nos interessa, eu tenho consciência de tudo isso e por isso dói mais =/ Eu prometo que vou tentar,só não prometo que vou conseguir! But... I will try! =]
Como diria meu lindinho AXL ROSE:
"Welcome to the jungle, baby!"
terça-feira, 9 de março de 2010
A sombra da árvore
Mais um dia monótono, daqueles que você acorda pensando no tédio que vai enfrentar, ou então vc não pensa nada, simplesmente acorda, e vive. Aí derepente, não mais que derepente... qndo vc tá quase se acostumando com o tédio, "Crash Boom Bang"!! acontece algo que muda a sua vida de cabeça para baixo.
Eu já tinha me esquecido de como o destino costuma ser traiçoeiro quando a gente se esquece. Portanto a ocasião era perfeita pra ele me pregar uma peça. Nem em todos os meus sonhos eu poderia imaginar tal perfeição.
Um dia uma menina criança acreditou num papinho manjado e levou algum tempo pra perceber a real, e quando percebeu, levou outro bom tempo pensando em soluções, traçando metas, fazendo planos, desistiu quinhentas vezes e retomou a partida outras oitocentas, enfim, no meio desse bolo todo, quando nem mais doia, ela caiu em outro buraco, mas esse outro buraco não era fundo e nem escuro, ao contrário era um buraco boniiiiiito ^^ rs Buraco bonito???? vou explicar. O buraco neste caso é uma metáfora indicando uma surpresa, tipo algo inesperado q estava no caminho, porém não necessariamente ruim, portanto Buraco bonito seria "surpresa boa" rs pronto.
Quando você acha q nunca mais será surpreendida... qndo pensa q o "novo" esqueceu de você... qndo vc esquece o qnto é jovem, pq algo ruim tem tomado sua juventude e seu brilho... qndo vc desiste de questionar... qndo vc nem se lembra mais do q se queixava, já q se queixar tornou-se uma constante em sua vida... qndo vc não tem mais direção fixa pra olhar... quando parece que seu corpo e sua alma toda desmanchou em particulas bem pequenininhas e se perdeu no espaço... qndo vc descobre que seu sorriso tá meio apagado, sua boca meio seca, seus olhos embaçados...a sensação é de que a terra girou e você ficou. Mas o bom disso é que enquanto a terra girava e vc estava ali parado, deu tempo de alguém que estava lá atras te alcançar, é como se vc tivesse esperado o tempo todo por alguém que não conhecia. é como se o mundo tivesse se encarregado de marcar o encontro na hora certa. Isso prova que ficar parado nem sempre é perda de tempo. Muitas vezes, parar é observar a melhor oportunidade pra pular do barco. Como diria minha Ilustre amiga Mayla " Não é inteligente sair de um buraco fundo pra entrar em um SEM fundo." Portanto, se vc já tá no buraco mesmo... espera o bonde mais bonito e confortável passar pra pegar uma caroninha e quem sabe até se aconchegar.
Existem pessoas que são salvadoras, mesmo que elas fiquem na sua vida por um minuto, passam a morar na sua memória pela eternidade, pessoas estas q em uma semana conseguem apagar o quadro borrado, pintar uma paisagem bonita e dar de presente pra vc sem te pedir nada em troca, simplesmente pq essas pessoas tem o dom de serem simples, no sentido mais bonito da palavra simples, que mta gente desconhece.
Enquanto uns ficam tanto tempo em nossas vidas e não plantam nenhuma sementinha q creça saudável sem que a primeira tempestade derrube, Já estes especiais, passam por ali, olham pro seu sorriso apagado e ainda vê alguma beleza exposta, plantam uma semente que cresce forte, faz uma árvore enorme q chuva nenhuma pode derrubar. Não precisa significar que a árvore dará frutos, mas significa pelo menos que vc sempre vai ter uma sombrinha boa embaixo dela.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
APRENDA A CHAMAR A POLÍCIA!...
Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa.
Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro.
Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando tranqüilamente.
Liguei baixinho para a polícia, informei a situação e o meu endereço.
Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.
Um minuto depois liguei de novo e disse com a voz calma:
-Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara!
Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.
Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado.
Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia.
No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:
-Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão.
Eu respondi:
- Pensei que tivesse dito que não havia nenhuma viatura disponível.
(Luiz Fernando Veríssimo)
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Todo dia é correria
Todo dia é correria. Tudo bem que eu costumo dormir até meio-dia mas convenhamos... quem é que acorda cedo sem necessidade fora os velhinhos irritantes varredores de calçada? Não tem como não se irritar ao acordar 6 horas da manhã porque é obrigada, ter que sair de casa naquele puta mal humor e ainda encontrar um velhinho FDP pra dizer Bom dia enquanto varre a calçada. Da vontade de dizer: "- Véio vai durmii manooo!" Mas td bem, graças a Deus aquelas épocas de olheiras incessantes e pouco sono aproveitado na minha cama acabaram-se, digo na minha cama, pq na falta dela aproveitava um cochilinho na carteira da escola mesmo. Enfim, acordar cedo é um porre, e entre acordar cedo pra adiantar as coisas ou acordar tarde e passar o resto do dia atrasada eu prefiro a 2º opção. Por isso, todo dia é correria mesmo, e eu nem me arrependo disso, acordo, cuido das higienes necessárias, como alguma coisa e bora pro restaurante comer mais, dessa vez almoçar né... e que almoço divino! ^^
Depois mal dá tempo de voltar pra casa e escovar os dentes, já tenho que descer e atravessar a rua pra chegar na rádio, chego lá quase sempre em cima da hora, e eu acho mto bom, pq no calor da correria, eu já abro o microfone e entro no ar já naquele pique né, improviso uma "mensagem do dia" bem bonita, daquelas que a gente nunca faz, mas que sempre aconselha... rs enfim, chega 5 horas e ae é correr pra tomar banho e ajeitar as coisas pra facul, então é começada a hora da farra, a Vanessa chega do laboratório, a Glauce chega da rádio logo mais, é aquela correria pra ver quem usa o banheiro primeiro, isso qndo eu e a Glauce não tomamos banho juntas! E ae uma passa a blusa da outra, troca de perfume, outra grita que o elevador chegou e a mulherada sai estéria com medo do síndico brigar, ou pela farra ou por segurar o elevador hehe xD
A verdade é que saímos serelepemente dando "tchauzinho" pro seu Barbosa, pro seu Zé ou pro Mario(portaria), e apartir dali é falar merda o caminho inteiro até o ponto, chega na faixa pra atravessar a avenida e eu juro, tantos "quase-quase" já rolou, uma puxa daki outra grita dali, e enfim ninguém morre de véspera mesmo, pq carro mirando nossos traseiros nessa hora é o que não falta, dae qndo a gente pensa que perdemos o Buss, descobre que ainda tem fôlego pra rir e aguentar um saco pe pipoca doce, daqueles pipoqueiros da praça sabe, aquela pipoca rosa cheia de corante que sempre faz eu chegar com o dedo rosa na facul, mas que é uma delicia! Agente corre pra pegar um lugar no ônibus, eu sou a que tenho mais facilidade pra me infiltrar na multidão, quem entra primeiro guarda lugar pra outra, e assim vai, se vamos em pé até brincamos de "cadeirinha", enfim, a diversão é garantida. E agora no horário de verão, abalamos com nossos super óculos escuros pagando de garotas CQC, lógico que as 3 chegam na fauldade passando mal, afinal o onibus não alivia nas curvas ou quebra-molas, é sempre uma pancada no útero estilo "a la jandaia", mas o que importa é que a gente sempre chega viva e no outro dia pede BIS.
"Gente...esqueci o texto!"
Hoje encarei frente a frente uma câmera pra apresentar um teatro explicativo sobre interação para-social ao professor Igor de psicologia. O Adriano Pellin interpretou um artista internacional saindo do hotel, o Léo foi o segurança do Pellin, a Glauce e a Dani foram as fãs estéricas agarrando o coitado e eu... bom, eu apenas expliquei a cena e a nossa intenção. O teatro que eu tanto queria participar acabei que ficando de fora, porque a explicação ficou por minha conta, porque quando a idéia é "decorar texto grande" sempre sobra pra mim. E eu sempre esqueço o texto diante de uma câmera, acho que é coisa crônica rs, mas tudo bem, pq usamos a sala de vídeo pela primeira vez na facul, e eu não tenho mesmo muita experiência com isso, sem contar que o nosso trabalho pode e VAI ser editado, muito melhor do que se fosse um teatro com platéia, um teatro na sua essência ou seja a base de muito improviso. Improvisar é mara, mas na frente de uma câmera parece que tudo em você trava ou fica mais lento, lógico que o episódio de hoje me remeteu a uma experiência parecida, ocorrida há uns 5 anos. Teatro da Maria de Fátima, todas nervosas, estréia da peça pra ser mais exata, todos os professores atentos e o Lucinei filmando. Algo me dizia: -Não olha pra dona Nivis. E esse algo estava certo, foi só eu olhar pra ela e ve-la sorrindo pra mim que eu realmente me desconcentrei, um branco imenso pairou sobre mim, e nessas horas o branco é sempre uma cor inimiga, enfim pronunciei a frase que repeti hoje por força maior: "- Gente, esqueci o texto!" simples assim. rs Mas sabe... naquela ocasião, no calor do ao vivo e a cores, sem cortes ou "segundas chances", uns acharam de uma extrema sinceridade e outros até acharam que eu esqueci o texto com classe. Meuuuu, como se esquece um texto com CLASSE? vc simplesmente se lamenta por não lembrar o que é devido e resolve abrir o jogo do que optar por enrrolar e falar um monte de merda.
Realmente me bateu uma saudade repentina e bem forte de tudo aquilo, de quando o palco era minha segunda casa e de quando os aplausos compensavam todas as noites mal durmidas de nervosismo e ansiedade e mesmo quando tudo parecia perdido diante de um "ESQUECI O TEXTO" eu me renovava com os aplausos de incentivo e de aprovação. Nessas horas vc vê que tropeçar faz parte da peça e que errar também vale a pena, sei que parece nostálgico, mas lembrar-me de tudo isso me fortalece, já que o fato de ter esquecido mais uma vez o texto prova que eu sou a mesma Joice de 5 anos atrás, que eu ainda sei falar numa peça e que eu ainda sei errar na frente de uma câmera.
Assinar:
Postagens (Atom)





